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Um dos momentos que gostava de reviver e que sei que é impossível, foi quando ouvi pela primeira vez a voz do Jeff Buckley. Foi depois de ouvir a primeira linha do poema que ele canta na música Grace: "There's the moon asking to stay..." que escrevi este poema/estória. Gosto de dizer que é uma estória para crianças, mas a mim fascina-me o efeito que tem tido nos adultos a quem a mostrei. Ainda não a mostrei a nenhuma criança, talvez por medo da sua sinceridade despreocupada:)
A Lua |
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Uma vez fiquei pasmado: "A Lua estava maior!" E como já tinha jantado, Fiquei a admirar o seu esplendor À minha janela me encostei, E ela pelo céu andou. E só passado um pouco notei, Que à minha janela se acomodou. Ao abri-la ela entrou, E na minha sala se sentou. Pediu-me se podia ficar comigo, Pois precisava de um amigo. Aceitei com alegria, Pois por ela tinha admiração. E ela perguntou-me se eu podia, Fazer-lhe um cházinho de limão. Enquanto a água lá fervia, Contou-me o que sentia. Sua amiga uma Estrela, Havia-se chateado com ela. Tudo começou quando pela tardinha, A Lua aparecia palida no céu. É que ela andava doidinha, Para que o Sol fosse seu. Ora a Estrela ciumenta, Não gostou da brincadeira. Ameaçou-a: "Tenta, tenta!" E fez uma choradeira. A Lua muito admirada, Lá lhe tentou explicar. Não a sabia apaixonada, E do Sol querendo se enamorar. Conselho único lhe dei, Enquanto bebíamos o nosso chá. Depois ao quarto voltei, E disse-lhe: "Vai andando, vá!". Pois bem, no outro dia, Não vi a Lua no céu. Mas à noite vi, de véu, A Estrela que sorria. Alguns dias depois senti, À minha janela a Lua chegar. Estava bela e junto a si, Tinha um Cometa para abraçar. Pediu-me para ser padrinho, Deste casamento estelar. E eu com grande carinho, Não pude deixar de aceitar. A prenda perfeita descobri, Mas foi dificil de arranjar. Para ambos construí, Um planeta para orbitar. Agora nas noites claras vejo, Duas luzes a cintilar. E quando me vem um bocejo, Vou para a cama com eles sonhar. |